quarta-feira, janeiro 05, 2011

Diário de Notícias (5 de janeiro de 2011) pág.3

Recomendo a todos os interessados lerem o artigo da página 3, do Diário de Notícias de hoje, sobre a utilização da montanha ou da floresta para actividades desportivas.
Quero levar isso à discussão aqui.
O artigo refere a importância do princípio Utilizador/Pagador, através de um pagamento mediante a prestação de serviço, pois a entidade internacional que regulariza os interesses de todos, tanto governamentais como de particulares e colectivos, não permite taxar.

Que podemos entender como prestação de seviços?
Estaremos perante uma democratização dos desportos ao ar livre controlada e civilizada ou perante mais uma forma de encher os cofres, cujo códigos secretos apenas têm os políticos, gestores públicos e funcionários de regalo?
Que acham desse assunto?
Todos temos algo a dizer, todos temos o dever de pelo menos pensar nele!

11 comentários:

Carlos disse...

Não estou em total desacordo com a ideia do "utilizador pagador", mas assim sendo pressuponho que a este pagamento estará associado algum tipo de serviço, mas a questão que eu coloco, é que tipo de serviço é que vamos pagar?
Vamos pagar a vigilância?
Vamos ter transportes?

Ou vamos ter portagens…

BH trial racer disse...

Boas..
pois eu estou de total desacordo entao vamos ter de pagar para utilizar o espaço livre do qual todos temos direito a preservar!!!
Nao vamos abrir buracos nem estradas apenas nos limitamos a utilizar camilhos ja construidos como acessos a zonas habitacionais,turisticas e rurais...
é vergonhoso tudo isso parece estarmos a viver na epoca Mediaval.
agora vao extorquir todo dinheiro que poderem dos povo para poderem combater gestao danosa dos dinheiros dos contribuintes...

Machado disse...

"Para Rocha da Silva, para que estas actividades cresçam enquanto "nichos de negócio", precisam de ser organizadas. Deve haver o cuidado de não ultrapassar a "capacidade de carga" em cada espaço."
Concordo se a referência aos nichos for para o comércio tradicional

"Tal como a carta da ONU para o Ano Internacional da Montanha preconizou em 2004, defende que o acesso não deve ser taxado mas que haja o princípio do utilizador/pagador. Ou seja, o pagamento mediante a contraprestação de um serviço. Só assim se criam oportunidades de riqueza."

Quem vai gerir e o que é que se vai gerir? Que oportunidades de riqueza estão subentendidas? que serviços?

Parece-me que estão a querer impor mais um imposto e mais um negócio sem factor de risco. E já se sabe quem o vai controlar e para quem vai o dinheiro. Parece-me, também, que A ideia já está em execução e só falta saber quando é que vamos pagar.
Já estou como o Matias, é o povo que suporta a ganância do poder instituído no país.

Revolução

Pascal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pascal disse...

Pois é! Estamos em mudança e as coisas aos poucos vão mudar.
Sou apologista da politica utilizador/pagador.
Todos temos o dever cívico de tratar da natureza e ajudar as instituições a preservar o bem comum.
No entanto prevejo a possibilidade de, ao abordar a situação do controlo da capacidade de carga, misturar-se interesses alheios ao âmago dos que praticam desportos outdor, preservam e gostam da natureza, como de sua casa se trata-se.
Esperemos para ver, até lá ficamos com a sensação que as coisas vão mudar, e que a prática do BTT está para ficar na Madeira.

Carlos disse...

Nós também temos o dever cívico de preservar praias, estradas, promenades, jardins, etc, mas não vejo ninguém a cobrar taxas para que se possa usufruir desses espaços. O que se vê nestes espaços é pessoal a limpar o lixo dos outros sem qualquer custo directo para quem suja.

Vejam bem o investimento que é feito em algumas praias e em alguns jardins, em manutenção e segurança, sem quaisquer custos para os utentes.

Já imaginaram o parque de santa Catarina com uma “bilheteira”…

Já imaginaram as levadas com “bilheteira”…

Em vez de se tentar rentabilizar a serra através dos praticantes (amadores) de actividades desportivas, deviam fazer isso com quem realmente ganha dinheiro com essa actividade e já são muitos.

Apenas pagarei se:
- Se existirem seguranças como nos parques e jardins e socorristas como nas praias.
- Se existir sinalização e manutenção permanente dos trilhos
- Se existirem telefones de emergência como nas estradas e abrigos
- Se existirem postos de informação e reabastecimento
- Se existirem ambulâncias 4x4 capazes de entrar nos trilhos

Recuso-me a pagar pela simples utilização das serras em trilhos “autorizados”, cumprindo as regras de utilização que a lei prevê

Machado disse...

seria importante a criação de postos de trabalho e enviar a malta que usufruiu do "subsídio de apoio social" para fazer uma parte desse trabalho.
Concordo com o que o Carlos diz, mas com a mentalidade corruptiva e abusadora deste país é bem provável que nada disso aconteça e o imposto surgirá na mesma.

Pascal disse...

Poderá passar pela obrigatoriedade de cada desportista adquirir um pacote de seguro na forma de federado ou amadora; a seguradora a posteriori irá pagar uma subvenção ao ministério do ambiente.
É uma forma de taxar os praticantes oferecendo contrapartidas.
Uma coisa é certa tem de se fazer alguma coisa, em certos países existem cancelas em todo o lado, proibindo quem não tem autorização frequentar os locais, assim defendem poder controlar o número de pessoas e identificá-las caso haja necessidade.
Não é a toa que países como a Suiça e outros têm índices de incêndios florestais menores que o nosso.
Todos sabemos o quanto podemos facilitar nas serras com a poluição, todos conhecemos casos graves de atentados nas zonas altas da região, por vezes por quem competia dar o exemplo.
Certo, na minha opinião claro, é haver necessidade de mudança, democratizar os trilhos antes que se torne numa anarquia "outdoriana".
A naturālis depende cada vez mais de todos nós...

Carlos disse...

Também vão exigir que os frequentadores das praias se inscrevam numa federação?

Pascal disse...

Há custos que são pagos pelo promotores públicos ou privados.
Mas sim, nas praias já se paga há muito! Por exemplo no continente quem paga esses serviços são as esplanadas, as barraquinhas das sombrinhas entre outros!
Agora, por cá sabemos que é outra realidade, temos a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste, que...Ainda não percebi muito bem!

Pascal disse...

A Região com estes anos de políticas "europeia-poviana" desenvolveu em todos nós o direito a ter tudo, sem nos preocupar com mais nada... Com a situação e o descalabro que se tem desenvolvido em termos económicos, não podemos deixar que se destruam, no nosso caso e interesse, trilhos devido a um excessivo abuso.
Não falta muito e teremos que pedir licença a cada curva e drop para passar. O BTT está a crescer, a consciência ambientalista também, mas há que estar prevenido e ter muito cuidado.